Marylin- a biography

Já li umas duas biografias de Marilyn Monroe e outra mais específica sobre ela e o ex-presidente Kennedy, e sempre que lançam algo novo a seu respeito me interesso. Sim, ela virou um grande mito, mas me interesso pela mulher por trás do mito. Em tudo que já vi e li, sua vulnerabilidade, insegurança e solidão são evidentes.
Marilyn insegura???? Sim, ela ficava horas se arrumando e se preparando para os papéis, estudou mais do que as pessoas imaginam, e mesmo com o mundo ao seus pés ela se sentia super insegura.
Quase 50 anos depois de sua morte, completados em agosto de 2012, uma caixa com escritos de Marilyn Monroe foi achada na casa de sua professora de atuação. Com base nos papeis, poemas, cartas e trechos de biografias, entrevistas com biógrafos e imagens de arquivo, o documentário “Love, Marilyn” foi produzido.
   Esse documentário reforça como Marilyn se sentia, mas ali temos a confirmação, já que o mesmo fora gravado baseado em diários e escritos pessoais da atriz.
Marilyn foi a primeira atriz a quebrar o contrato com 20th Century Fox, pois além de pagá-la muito mal – menos que um acompanhante de Liz Taylor – ela era a atriz cujos filmes mais rendiam em bilheteria. Sempre insegura, ela foi para Nova York e voltou a estudar. Mas era bem estranho isso, pois ela já era famosa, aquela Marilyn do vestido esvoaçante, não precisava voltar a estudar, certo? Para ela não! Ela não estudava para se aperfeiçoar, mas porque acreditava que não era boa atriz. Ou pelo menos não boa o suficiente.
No Actors Studio, Lee Strasberg que era seu professor, viu que Marilyn era uma pessoa, e a diva uma outra, porém talvez nem mesmo ela tivesse visto essa dualidade, tendo em vista que sofria demais na tentativa de manter essa persona inventada. Foi então que ela começou a frequentar um terapeuta. O sentimento de não poder ser natural, ser gente, ser humana a estava destruindo. E a insegurança em sua performance como atriz continuava pesando. Provavelmente a combinação da ajuda e suporte do diretor Strasberg e a terapia a ajudaram a recuperar um pouco a confiança, e ela voltou à Hollywood, renovou seu contrato mas agora com uma lista de exigências, dignas de uma grande atriz.
Mas quando ela pensava se sentir mais confiante, seu namorado a usou e a pediu em casamento na televisão, sem nem ao menos falar disso antes com ela. O pedido foi um jeito dele escapar das autoridades que o investigavam e também de se auto-promover. Quando os repórteres bateram a sua porta ela deu uma entrevista em que se pode ver nitidamente o desconforto com a situação.
Mesmo assim ela se casou com ele. Esse casamento foi muito bem retratado no filme “7 dias com Marilyn”, em que é explorada a fase em que o marido descobre quem realmente Marilyn é – insegura, carente – e escreve em seu diário chamando-a de “tonta” entre outras coisas, acabando de novo com aquela recém adquirida confiança em si mesma.
Dali em diante a vida de uma diva estava em queda livre. Ela foi internada num hospício, começou a ir a um novo terapeuta  – que era fascinado pelo fato de tê-la como paciente e a tratou de modo pouco profissional, e dada a fascinação, ele fazia de tudo para agradá-la, o que significava dar ainda mais remédios e pílulas para dormir.
Além  disso, ela começa a beber ainda mais. Em seu último filme ela aparecia sonolenta, não havia decorado o script, e bêbada.
Sozinha.

O resto todo mundo sabe.

O que queria destacar nesse breve resumo sobre Marilyn, é que todo mundo tem suas inseguranças, seus problemas pessoais, uma vida igual a nossa. Talvez a conta bancária seja diferente, mas de resto somos todos iguais, humanos. Por isso é tão importante falarmos de padrões de beleza, de ainda estarmos em situação de desigualdade de gênero, pois ainda somos vistas como “tontas” se somos bonitas, ou valemos menos se não somos. E o mesmo não acontece no universo masculino, pelo menos não na mesma proporção.
Marilyn foi usada pelos homens em diversas situações, e se deixou usar para conseguir o que queria. Entrar para o “clube hollywood”, para uma mulher, significava favores sexuais.
Hoje ainda ouvimos relatos de pelo menos tentativas mais “ousadas”, por parte de diretores, fotógrafos. Será que o mesmo acontece no mundo masculino? Não sei, mas se acontece deve ser em menor proporção, isso é certeza. Pois ainda existem muitos homens que acreditam ter um certo direito em se aproveitar, ou pelo menos tentar algo mais. E infelizmente o “não” muitas vezes é ignorado, e isso não sou eu falando, mas as estatísticas, que mostram o quanto as mulheres ainda são abusadas de inúmeras formas.
E é por isso que o feminismo não é cafona, ele é necessário, infelizmente, tanto em 1950 quanto em 2016!

E cá entre nós, que tal começarmos a nos cobrar menos? Menos perfeição, beleza, magreza, menos: ser a super mãe, a super cozinheira,a malabarista sexual e ter um super corpo e saber cozinhar como no master chef…

flag-us-uk English:

I’ve read a couple of biographies of Marilyn Monroe and one more specific about her and former President Kennedy, and every time they pitch something new about her I’m interested. Yes, she has become a great myth, but I am interested in the woman behind the myth. In everything I have seen and read, her vulnerability, insecurity and loneliness were evident.
Marilyn insecure ???? Yes, she would spent hours getting ready and preparing for the papers, studied more than people imagined, and even with the world at her feet she felt super insecure.
Almost 50 years after her death, completed in August 2012, a box with writings by Marilyn Monroe was found at her acting teacher’s house. Based on the roles, poems, letters and excerpts from biographies, interviews  and archive footage, the documentary “Love, Marilyn” was produced.
This documentary reinforces how Marilyn felt, but there we have the confirmation, since it was recorded based on personal diaries and writings of the actress.
Marilyn was the first actress to break the contract with 20th Century Fox, as well as paying her very poorly , she was the actress whose films topped the box office. Always insecure, she went to New York and went back to school. She did not study to perfect herself, but because she believed she was not a good actress. Or at least not good enough.
In the Actors Studio, Lee Strasberg, who was hes teacher, saw that Marilyn was one person, and the Diva another, but perhaps not even she had seen this duality, since she suffered too much in the attempt to keep this persona. It was then that she began attending a therapist. The feeling of not being herself was destroying her. And the insecurity in her performance as an actress continued to weigh. Probably the combination of the help and support of director Strasberg and the therapy helped her regain some confidence, and she returned to Hollywood, renewed her contract but now with a list of requirements, worthy of a great actress.
But when she thought she was feeling more confident, her boyfriend used it and asked her to marry him on the TV. The request was a way for him to escape the authorities investigating him and also for self-promotion. When the reporters knocked on her door she gave an interview in which one can clearly see the discomfort with the situation.
Even so, she married him. The marriage was very well portrayed in the film “7 Days with Marilyn,” in which it explores the stage where her husband finds out who Marilyn is – insecure, needy – and writes in her diary calling her “dumb” among other things , Finishing again with that newly acquired confidence in itself.
From then on a diva’s life was in free fall. She was hospitalized, started going to a new therapist – who was fascinated by the fact of having her as a patient and treated her unprofessionally, and given the fascination he did everything to please her, which meant give even more pills.
In addition, she begins to drink even more. In her last film she appeared sleepy, had not decorated the script, and drunk.
Alone.

The rest everyone knows.

What I wanted to point out in this brief summary about Marilyn is that everyone has their insecurities, their personal problems, a life just like ours. Maybe the bank account is different, but otherwise we’re all the same, human. That is why it is so important to talk about patterns of beauty, of being still in a situation of gender inequality, because we are still seen as “dumb” if we are beautiful, or worth less if we are not. And the same does not happen in the male universe, at least not in the same proportion.
Marilyn was used by men in various situations, and she let herself be used to get what she wanted. Entering the “hollywood club” for a woman meant sexual favors.
Today we still hear reports of sexual harassment from directors and actor as seen lately in Last Tango in Paris. There are still many men who believe they have a right to take advantage, or at least try something else. And unfortunately the “no” is often overlooked, and this is not me talking, but the statistics, which show how much women are still abused in countless ways.
And that is why feminism is not kitschy, it is unfortunately necessary, both in 1950 and 2016!

And between us, how about stopping pressuring ourselves? Less perfection, beauty, thinness, less: being the super mother, the super cook, the sexual juggler and having a super body and know how to cook as in the master chef …

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